Esta imagem cativante da Wide Field Camera 3 do Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA mostra uma galáxia anã solitária a 100 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem representa a galáxia anã compacta azul ESO 338-4, que pode ser encontrada na constelação de Corona Australis (a coroa do sul).

Galáxias anãs compactas azuis levam o seu nome a partir das regiões de formação de estrelas intensamente azuis que são frequentemente encontradas nos seus núcleos. Uma dessas regiões pode ser vista no ESO 338-4, que é povoada por estrelas jovens e brilhantes consumindo vorazmente o hidrogênio. Essas estrelas massivas estão condenadas a uma existência curta, apesar de suas vastas fontes de combustível de hidrogênio. As reações nucleares nos núcleos dessas estrelas irão queimar esses suprimentos em apenas milhões de anos – um mero piscar de olhos em termos astronômicos.

As jovens estrelas azuis, aninhadas em uma nuvem de poeira e gás no centro dessa imagem, são o resultado de uma recente fusão de galáxias entre uma galáxia errante e o ESO 388-4. Essa interação galáctica interrompeu as nuvens de gás e poeira que envolviam o ESO 338-4 e levou à rápida formação de uma nova população de estrelas.


Crédito de imagem: ESA / Hubble e NASA
Crédito de texto: Agência Espacial Europeia (ESA)

Última atualização: 9 de novembro de 2018
Créditos ao Editor da matéria original: Karl Hille