A Estação Espacial Internacional (ISS) foi atingida muitas vezes por detritos espaciais, mas nunca foi danificada a ponto de oferecer um perigo real para os astronautas/cosmonautas a bordo

A Estação Espacial Internacional (ISS) foi atingida muitas vezes por detritos espaciais, mas nunca foi danificada a ponto de oferecer um perigo real para os astronautas/cosmonautas a bordo.
Muitas vezes em filmes espaciais, assistimos na ficção o perigo da descompressão e do fogo no espaço.
Isto aconteceu na realidade, com a Estação Espacial soviética/russa Mir, que na época já contava com a cooperação norte-americana após o colapso da União Soviética.
No dia 25 de julho de 1997, aconteceu a colisão da nave de carga não tripulada Progress M-34 com o Módulo Spektr durante uma manobra de “nova acoplagem”.
A NASA sequer sabia da “manobra maluca” dos russos com nave Progress M-34 no espaço.
Era um teste destinado a determinar se a Rússia poderia reduzir o custo das missões Progress, eliminando o sistema de acoplamento automatizado Kurs, que é utilizado até hoje na ISS.
O cosmonauta Vasily Tsibliyev estava trazendo a nave quando o radar de acoplagem automática falhou, perdendo todos os dados de telemetria. Era o momento mais crucial da acoplagem e o cosmonauta deixou a chave do radar em off. Sem o radar ele não sabia a posição e a velocidade real da nave Progress M-34 no espaço, tendo somente uma imagem de TV como referência.
O cosmonauta resolveu continuar e calculou errado. Notando a imagem estranha na TV ele foi ver visualmente na janelinha e viu que tinha feito uma grande burrada em continuar a acoplagem, observando que a Progress M-34 estava se aproximando muito rápido do que ele imaginava, ele acionou os retrofoguetes mas não adiantou muito. Ele alertou os companheiros Alexander Lazutkin e Michael Foale do risco de impacto.
Alexander Lazutkin viu por uma pequena janela a Progress se aproximando velozmente da Mir, como um grande tubarão indo ao alcance da caça. Neste momento Valisi Tsibliyev falou para o americano Michael Foale ir imediatamente para a nave de retorno/emergência Soyuz TM-25, sabendo agora que a colisão era inevitável.
Uma câmera de vídeo estava ligada e registrou a Progress M-34 com uma massa de 7 toneladas (e lotada de lixo) colidindo com a Mir. O alarme de descompressão na Estação Espacial imediatamente soou, com os dois cosmonautas e o astronauta sentindo a pressão do ar indo embora em seus ouvidos.
O autor da burrada espacial imediatamente foi para uma janela e viu o um grande buraco no Módulo Spektr, avisando a tripulação de onde saia o ar.
Neste momento os cosmonautas “literalmente voavam” rapidamente pela Mir para achar uma porta e fechar o Módulo Spektr. A pressão normal da Mir era a do nível do mar (1.013 hPa ou milibares) e os Controladores de Missão Russos notaram o problema e viram na telemetria que a pressão caia rapidamente e chegava próximo de 600 milibares. Para piorar a situação, foi necessário também que eles cortassem os 11 cabos de energia dos painéis solares do Módulo Spektr, com a pressão caindo rapidamente. Abaixo de 540 milibares era o limite crítico de vida, o ser humano perde a consciência.
O Módulo Spektr foi totalmente selado, prevenindo uma despressurização de toda a Mir e a morte da tripulação. Neste momento a tripulação avisou via rádio que a porta estava fechada e que a Mir dava a indicação de alerta Low Power e que o computador central tinha falhado.
Pela primeira vez uma Estação Espacial estava em silêncio total, nenhum ventilador e alguma lâmpada funcionava.
A colisão também danificou um radiador usado para controlar as temperaturas na Mir e danificou um dos quatro painéis solares do módulo Spektr.
Para piorar a situação de emergência, a Mir estava agora a girar em seu eixo rapidamente por causa da pancada, dando uma volta em seu eixo a cada 6 minutos.
O astronauta Michel Foale avisou os Controladores de Missão Russos, avisando a possível taxa de rotação tendo como base as estrelas. O astronauta começou a tentar reverter o problema do giro da Mir e tentar manter os painéis apontados para o Sol para ter energia elétrica na nave, mas ele nunca tinha treinado isto !
Ele só desperdiçou a energia e o combustível da nave Soyuz TM-25, o que poderia ser vital no escape de emergência e a Mir acabou ficando sem energia elétrica e sem contato com o solo para piorar a situação ! Tentando resolver um problema, ele conseguiu criar vários outros, e agora era impossível desacoplar a Soyuz sem nenhuma energia elétrica.
Vasily Tsibliyev chegou na nave Soyuz e começou a resolver a situação. O cosmonauta aplicava os foguetes de atitude e o astronauta observava o efeito, tendo as estrelas como referência.
Ele também se baseava pela luz solar que estava no horizonte, e por tentativa e erro a dupla colocou a Mir na direção correta do Sol.
O pouco de luz solar começou a alimentar o sistema de baterias, dando uma chance de vida para a Mir e para eles.
Com o “apagão da Mir” o problema agora era o Dióxido de Carbono que estava aumentando para níveis altos, isto poderia matar a tripulação. Com a energia elétrica sendo restabelecida, o problema foi resolvido.
A tática para ter energia elétrica na Mir era revezar as baterias que eram carregadas pelo Sol, mantendo sempre um bloco de baterias carregadas para o caso da perca total do painel solar.
A tripulação ficou sem o controle da Mir durante três horas por causa dos problemas elétricos.
Foi um alívio para os Controladores de Missão ouvir a voz do trio espacial novamente, neste momento a NASA já estava sabendo do grande problema espacial.
Depois de 30 horas a energia total do Bloco Base da nave Mir foi retomada e depois de 48 horas o banheiro voltou a funcionar.
Para conservar energia elétrica, a tripulação desligou o ar condicionado da Mir e o sistema de processamento de urina, que usa muita eletricidade para produzir água potável.
A nave Progress M-34 na pancada por sorte se afastou da Mir e não houve a destruição da nave não tripulada no momento do impacto. Caso fosse destruída, seria mais algumas toneladas de lixo que os cosmonautas/astronautas colocam na nave (e agora mais lixo espacial) para queimar na reentrada no espaço.
O Controle de Missão Russo informou que a situação atingiu o Nível 5 de Emergência. O nível 7 significaria que a Mir deveria ser abandonada imediatamente, com o trio voltando para a Terra na nave Soyuz.
A colisão da Progress M-34 com a Mir era o mais grave incidente (quase acidente) espacial desde a missão Apollo 13, que abortou o seu pouso lunar, com os astronautas também ficando em risco de vida no retorno para a Terra.
A Mir literalmente ficou quase às escuras por vários dias com os russos Vasily Vasiliyevich Tsibliev, Alexander Ivanovich Lazutkin e com o norte-americano Colin Michael Foale.
O Módulo Spektr abrigava equipamentos científicos dos Estados Unidos e servia como o “alojamento” para Foale, o quinto astronauta dos Estados Unidos na Mir. Todas as pesquisas em andamento no Spektr e outras na Mir foram perdidas.
Por causa do acidente, o lançamento programado de outra nave de carga russa não tripulada trazendo suprimentos para a Mir foi imediatamente adiado.
No dia 5 de agosto de 1997, foi lançada a missão de socorro, a Soyuz TM-26. A missão principal era transportar dois cosmonautas especialmente treinados para reparar a Mir. Em 22 de agosto, uma “caminhada espacial’ foi realizada pelos novos cosmonautas Anatoly Solovyev e Pavel Vinogradov. Eles conseguiram restabelecer as conexões vitais dos 3 painéis solares do módulo Spektr que não foram atingidos na pancada, fazendo com que a Mir conseguisse readquirisse70% da capacidade de energia elétrica da Estação Espacial.
Os cosmonautas também repararam e substituíram os geradores de oxigênio e resgataram alguns pertences do astronauta americano que estava no Módulo Spektr. Os pequenos buracos que causaram a despressurização total, não puderam ser localizados durante a inspeção do cosmonauta Pavel dentro do módulo Spektr.
No dia 7 de setembro, o experiente cosmonauta russo Anatoli Soloviov, que já acumulava 41 horas de caminhada espacial durante outras missões, conseguiu realinhar os painéis solares da Mir que foram avariados no acidente. Isto permitiu a Mir aumentar em 10% suas reservas de energia.
Várias caminhadas foram realizadas para reparar os danos da Progress M-34 e nunca mais o Módulo Spektr foi utilizado.
Nesta época do acidente, a Mir era um programa de cooperação dos agora russos com os norte-americanos e agora contava com a ajuda dos ônibus espaciais, o que ajudou a salvar o programa Mir por mais alguns anos, mesmo com os americanos temendo pela vida de seus astronautas na obsoleta Estação Espacial Mir, na época da colisão com a Progress M-34, a Mir tinha 11 anos de idade.
Em outubro de 1997, foi a vez do ônibus espacial Atlantis se acoplar à Mir para auxiliar nos consertos. O Atlantis era o único ônibus espacial configurado para se acoplar com a Mir. Durante a operação, o cosmonauta Vladimir Titov acabou se tornando o primeiro russo a fazer um “passeio espacial” saindo de uma nave norte-americana. Nesta missão a STS-86, o astronauta Michael Foale deu adeus para a problemática Mir e voltou do espaço.
Vários incidentes haviam acontecido na Mir e isto amedrontava a NASA.
Outros problemas que afligiram a Mir incluem os geradores de oxigênio que falharam, um sistema de remoção de dióxido de carbono com mau funcionamento, um vazamento de anti congelante no sistema de resfriamento e problemas com o sistema de giroscópios que permite o posicionamento da nave na direção do Sol.
A lista de incidentes com a Mir era alta, inclusive com uma colisão anterior.
Em 28 de março de 1991, a nave Progress M-7 quase colidiu com a Mir na primeira tentativa de acoplagem com o Módulo Kwant-1.
Em 30 de agosto de 1994, a nave Progress M-24 colidiu com a Mir na segunda tentativa de acoplagem, felizmente sem maiores danos. Após estas falhas do sistema de acoplagem automatizado, o cosmonauta Yuri Malenchenko, realizou manualmente a acoplagem da Progress M-24 em 2 de setembro.
Em 14 de janeiro de 1995, aconteceu a colisão da Nave Tripulada Soyuz TM-17 com a Mir.
Os cosmonautas russos Vasili Tsibliyev, Aleksandr Serebrov e o astronauta francês Jean-Pierre Haigneré se separaram da Mir para voltar para a Terra e aproveitavam para fazer um inspeção externa. Mas eles bateram no Módulo Kristall da Mir pelo menos duas vezes.
Eles deveriam fotografar o sistema de acoplamento APAS-89 no Módulo Kristall e o Comandante Tsibliyey reportou que a nave estava lenta antes do impacto.
Os Controladores do Centro de Controle da Missão em Korolev (TsUP) viram a imagem da câmera externa da nave Soyuz-TM 17 tremer violentamente e Serebrov relatou que a Soyuz-TM 17 tinha atingido a Mir.
Os cosmonautas a bordo da Mir não sentiram o impacto, embora o sistema de orientação da estação registasse a mudança da velocidade angular.
Após o pouso terrestre bem-sucedido, as equipes em terra descobrem uma série de “lembranças” da Mir na nave Soyuz TM-17.
A investigação notou que eles excederam o limite de peso permitido a bordo da Soyuz. A equipe de investigação russa sugeriu que o peso excessivo a bordo da embarcação não só colocou em perigo a tripulação durante a aterragem, mas também pode ter contribuir para os problemas com o sistema de controle de atitude durante o sobrevoo da Estação Espacial e, assim, ocasionando a colisão com a Mir, sendo o mais provável.
A moral da história: Um rigoroso “empacotamento” e muitas orientações para as futuras missões espaciais. Dos erros espaciais se aprende muito para as futuras missões.
Quatro meses antes da colisão da nave Progress M-34 com a Mir em 25 de julho de 1997, a Mir teve um incidente com uma nave Progress e teve fogo a bordo, com a Estação Espacial e as naves de retorno ficaram repletas de fumaça !
No dia 23 de fevereiro de 1997, o cosmonauta Alexander Lazutkin vé fogo a bordo da Mir, um dos maiores temores dos astronautas e cosmonautas.
Depois do jantar, o cosmonauta faz uma ignição rotineira de uma lata que gerava oxigênio para a tripulação, o cosmonauta Alexander Lazutkin de repente enfrentou uma chama saindo de controle, do tipo maçarico, com um metro de altura no Módulo de pesquisa Kvant 1.
Os russos Alexander Lazutkin, Valeri Korzun, Aleksandr Kaleri, Vassily Ziblijew, o americano Jerry Linenger e o alemão Reinhold Ewald estavam na Mir neste momento difícil.
Eram 6 pessoas no espaço.
Na época do incêndio, o astronauta alemão e os cosmonautas Aleksandr Kaleri, Vassily Ziblijew recentemente tinham se se juntado a tripulação da Mir, indo ao espaço na nave Soyuz TM-25. O astronauta alemão ficou poucos dias na Mir, tendo de recordação o grande susto espacial.
A ignição de “latas de oxigênio” na Mir tornou-se uma rotina, graças ao aumento do número da tripulação. Cada latinha fornecia um dia de oxigênio para um único membro da tripulação, com milhares de latas usadas durante a vida da Mir.
As latas de oxigênio usadas a bordo do Mir funcionaram por uma reação química bastante simples, mas eficiente. As latas continham perclorato de lítio sólido. O aquecimento do sólido dá origem ao oxigénio, deixando para trás o cloreto de lítio sólido bastante inerte.
No processo, é libertada uma grande quantidade de oxigênio.
Acredita-se atualmente que um pequeno pedaço de luva ficou alojado no recipiente de substituição. O fogo durou cerca de 14 minutos.
Valeri Korzun e Aleksandr Kaleri lutaram contra o fogo e as faíscas de fogo com extintores de água, mas o fogo era do tipo maçarico e de muito difícil de combate. As outras quatro pessoas tentaram afastar a fumaça.
Todos os seis membros da tripulação tinham de usar máscaras de gás. Isso durou duas horas e meia a máxima resistência dessas máscaras.
A água utilizada para apagar o incêndio causou uma alta umidade e a temperatura da atmosfera da Mir ficou maior do que o normal, além de ficar dias cheia de fumaça.
As chamas de um metro de comprimento do perclorato de lítio bloquearam o caminho para uma das duas naves espaciais Soyuz. Por sorte e com o trabalho de equipe o fogo foi controlado. Até as naves Soyuz acopladas foram preenchidas com fumaça.
Pouco antes do incêndio da Mir acontecer, a equipe passou a limpar o lixo da área próxima do equipamento que deu defeito. O procedimento foi apenas uma coincidência, mas pode ter salvado a Mir e a sua tripulação.
Felizmente, o sistema de suporte de vida da Estação Espacial “limpava o ar”.
Embora o incidente aumentasse as tensões entre as equipes americanas e russas, ambos os lados aprenderam valiosas lições aplicáveis ao projeto da Estação Espacial Internacional.
Uma série de experimentos conduzidos após o fogo na Mir determinou que se um pedaço de luva de látex ficar preso em um gerador químico de oxigênio, ele pode iniciar um incêndio semelhante. Esta descoberta levou a uma alteração do protocolo espacial ao mudar os geradores, com as luvas de látex utilizadas no processo a bordo das Estações Espaciais.
Os membros da tripulação Mir normalmente obtiveram oxigênio na Mir através de eletrólise movida a energia solar, juntamente com oxigênio armazenado em tanques de armazenamento de oxigênio pressurizado.
Todas as lições aprendidas são utilizadas na Estação Espacial Internacional (ISS), as latas de oxigênio incluem um escudo de contenção e estão sujeitas a um controle de qualidade mais rigoroso.
Existem, na verdade, dois sistemas de extinção de incêndios na Estação Espacial Internacional: um sistema de espuma de água nas seções russas e um sistema de dióxido de carbono na área dos Estados Unidos.
Dias depois do fogo em 04 de março de 1997, a nave de carga Progress M-33 quase colidiu com a Mir. O cosmonauta Vasili Tsibliyev relatou que a nave não obedecia ao seu comando.
Ele não tinha uma imagem contínua na tela quando a nave de carga se aproximava. Então, ele não conseguiu apontá-la manualmente. Valisi viu o risco de colisão e deu alguns comandos, reduzindo a velocidade da Progress M-33. A nave não tripulada passou raspando na Mir a uma distância de 220-230 metros.
A Estação Espacial Internacional não corre mais tanto risco de ser atingida por uma nave espacial com os conhecimentos de acoplagem adquiridos e com as naves mais modernizadas.
O risco maior é de ser atingida por um grande detrito espacial ou um meteorito.
A Estação Espacial Internacional (ISS) é bem maior que a Mir, com tamanho de um campo de futebol. Ela é um “grande alvo” que felizmente só foi acertado por detritos pequenos até hoje.
Curiosamente, o perigo não são apenas os rápidos meteoros. Há também milhares de fragmentos de “lixo espacial” sobrando de lançamentos de foguetes, satélites que colidiram e até ferramentas “derrubadas” por astronautas/cosmonautas que caminharam no espaço. Já perderam até uma maleta espacial quando estavam trabalhando na ISS durante a missão STS-126 da Endeavour. A Maleta Espacial teve até o código NORAD: 33442.
A ISS já foi atingida com “pancada notáveis”. Uma foi na janela da cúpula que somente fica aberta por poucos momentos, na hora de folga que os astronautas observam a Terra ou no momento da acoplagem das naves espaciais, outra bem visível é um rasgo no painel solar e o outro rasgo foi no radiador de calor.
Vidro, painéis solares e radiadores são materiais relativamente frágeis, mas o casco sólido da Estação Espacial Internacional (ISS) é feito de múltiplas camadas de Kevlar, cerâmica e outros materiais avançados, com uma espessura total de 10 cm.
As janelas contêm 4 camadas de vidro de alta resistência que variam de 0,6 a 1,2 cm (¼ “a ½”).
Isto permite que a ISS resista a impactos de objetos até cerca de 1 mm (0,04″), um destes objeto de tamanho menor foi o que acertou a Cúpula da ISS em 2016.
As janelas da ISS são 10 vezes mais grossas do que o pára-brisa de um carro, e feitas a partir de quatro camadas de sílica fundida e borosilicato de vidro.
Mais de 500.000 pedaços de detritos espaciais orbitam a Terra. Mais de 21.000 excedem 10 cm de diâmetro e este número se refere apenas aos que têm tamanho suficiente para serem rastreados.
A Estação Espacial Internacional (ISS) viaja no espaço a uma velocidade de 26.640 hm/hora, ou 7,4 km/s, o dano pode ser grave, mesmo se um destroço espacial tiver poucos centímetros.
A descompressão, seja por um furo da ISS ou no traje espacial está no topo da lista de riscos dos astronautas. Depois da aposentadoria dos ônibus espaciais, as naves Soyuz sempre serão o local de refúgio.
Quem não se lembra da mola que soltou do carro do Barrichelo a 280 km/h, e o estrago que fez no capacete e no rosto do Felipe Massa! Agora imagine o mesmo objeto no espaço, e o estrago que faria se fosse acertasse a ISS a 26.640 km/h.
A área de risco de impacto com a Estação Espacial Internacional (ISS) é apelidada pelos astronautas/cosmonautas de “Caixa de Pizza”. Esta área de risco corresponde ao tamanho de 750 metros acima e abaixo da ISS, com a largura de 25 km de cada lado.
No dia 5 de abril de 2011, um Lixo Espacial com o tamanho estimado de 36 cm quadrados estava no caminho da ISS. O Lixo Espacial era um pedaço de um satélite chinês que foi deliberadamente destruído em 2007, como parte de um teste de armas.
O comandante russo Dmitry Kondratyev, a americana Catherine Coleman e o astronauta italiano Paolo Nespoli tiveram que buscar refúgio na cápsula salva-vidas Soyuz da ISS imediatamente. Não houve tempo suficiente para tirar a ISS do caminho do detrito espacial.
Este risco desencadeou o Alerta Vermelho, o nível máximo de ameaça.
Com o Alerta Vermelho, os astronautas tem que se refugiar na cápsula Soyuz que serve de salva-vidas para a ISS, remover as linhas de ventilação entre a cápsula e os principais módulos da estação, lacrar o compartimento e ligar o rádio de bordo, aguardando o risco passar.
Numa sexta-feira, em 13 de Janeiro de 2012, o Comando Espacial dos EUA sugeriu a ISS realizar uma manobra evasiva, “evitando uma possível colisão” com um pedaço de lixo espacial, que diziam ter cerca de 10 cm de diâmetro. Este detrito espacial era resultado do primeiro acidente espacial, que envolveu o satélite Iridium e o russo Cosmos 2251, que colidiram no espaço em 2009. Por uma coincidência, esta era a 13ª vez desde 1998 que a Estação Espacial Internacional mudou de rumo por causa de detritos.
Esta manobra para evitar os detritos espaciais tem um benefício, como a Estação Espacial Internacional (ISS) sempre precisa de um reboost por causa do pequeno arrasto atmosférico que derruba a nave aos pouquinhos do espaço, ela é colocada em uma órbita mais alta com a ajuda das naves não tripuladas Progress ou da nave tripulada Soyuz. Outras naves acopladas na ISS também podem realizar o aumento da altitude de órbita. O módulo Zvezda anexado na ISS é mantido abastecido em todos os momentos para qualquer eventualidade.
Quando acontece uma explosão solar, a atmosfera da Terra se expande aumentando o decaimento da nave, isto foi o principal motivo da queda da Skylab, a primeira estação espacial americana.
No dia 16 de julho de 2015, o Controle de Missão deu a ordem para Scott Kelly da NASA, e os cosmonautas Mickhail Kornienko e Gennady Padalka da Roskosmos se refugiassem na capsula Soyuz TMA-16M.
Esta foi a quarta vez que uma tripulação da ISS teve que se refugiar na nave de acoplagem e de retorno Soyuz, devido a um potencial risco de colisão com a passagem de detritos.
Este detrito espacial foi detectado no dia anterior e é de um velho satélite meteorológico russo que está a 410 km de altitude, a altitude média que a ISS orbita a Terra.
No dia 13 de maio de 2016, o astronauta Tim Peake compartilhou uma imagem nas redes sociais da pançada de um detrito espacial que deixou uma marca de 7 mm em uma das janelas da Cúpula da Estação Espacial Internacional, causada por um objeto do que ele chamou de “lixo espacial”.
O vidro do ônibus espacial também foi acertado por um detrito espacial, isto aconteceu na missão STS-7 no segundo voo da Challenger. A Endeavour também foi acertada por detritos espaciais, nas missões STS-59 em 1994 e STS-118 em 2007.

https://www.facebook.com/…/a.10156723918…/1090560347695784/…
Outra época de risco para a Estação Espacial Internacional (ISS) são as Chuvas de Meteoros.
Vários meteoros riscando o céu já foram fotografados ou filmados pelos astronautas/cosmonautas da ISS na época das chuvas de meteoros.
Felizmente, a Estação Espacial Internacional (ISS) não foi atingida (ainda) por qualquer coisa que causou danos reais ou com despressurização. Se isso acontecer, existem protocolos bem definidos, e a ISS leva ar de substituição a bordo em tanques pressurizados. Os astronautas/cosmonautas tiveram sorte até agora, mas é apenas uma questão de quando algo maior vai bater. Pode ser agora ou até em 2024, quando a ISS vai ser destruída em uma reentrada controlada com a Terra.
A Chuva de Meteoros Perseidas observada da Estação Espacial Internacional – International Space Station – ISS
https://www.facebook.com/…/vb.33185266032…/624113667767481/…
A chuva de meteoos Perseidas não é favorável a sua observação no Brasil !

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